quinta-feira, 3 de maio de 2012

Minos

encruzilhada
vá pelo lado da praia
me deixa no lado dos cocais
quando chega o velho com seu boi

- ele está me olhando de uma forma estranha

desvio o olhar pra não atiçar seu...
vou saindo despistando
e ele me segue obsecado
uma mulher insuportável grita
penso em desacordá-la
mas agora é preciso correr

chamem o feiticeiro!
chamem o dono desse boi!

corro pra cabana e entendo enfim
suas reentrâncias, labirintos, minos
me encolho num canto
e espero escapar





"touro cavalo bravo não se amansa
touro cavalo bravo não se amansa
eu não tenho medo, eu não tenho medo
eu sai da mata de manhã bem cedo"

2 comentários:

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- uma vez, fato semelhante me ocorreu quando eu estava no sítio do meu pai.
mas diferente de você, eu fiquei com muito medo, hahahaha.

as suas passagens me fizeram rememorar esse tempo que SEMPRE valeu a pena. e até hoje me ensina muito.

grande abraço, jane.

floema disse...

corro pra cabana e entendo enfim