domingo, 18 de setembro de 2011

hermenêutica do artista

tanto tempo para pouca coisa
tempo coisa automatizada
tanto tempo que nada
de nada pra nada tempo

o especialista sentado em seu ofício
domina o seu
tempo

o generalista tem braços longos
pontas de dedos mágicas
segura ovos de pássaros
e filhotes perdidos

não há pausa quando tudo é

saber fazer
quando acaba

3 comentários:

Jane Maciel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
floema disse...

senti o frio na ponta dos dedos, como se estivessem se transformando cada um deles num novo braço, quase uma centopéia, rsrs

a renovação da primavera: tudo é e está deixando de ser para continuar sendo

(comentei com seu perfil, aí apaguei logo que vi)

floema disse...

tanto tempo para pouca coisa, olho agora como o tempo é areia fina escorrendo pelos dedos