sábado, 24 de outubro de 2026

segundo turno

Segundo turno. Segunda chance pra derrotar o bolsonarismo. Aquele que já derrotamos outras vezes, aquele que muda e se atualiza, sempre ameaçando a política com seu projeto antidemocrático e descaradamente golpista (nunca esqueçamos do que fez Jair Bolsonaro). Grupo que se alastra no congresso, senado, casas, empresas e ruas, destilando injustiças, preconceitos, autoritarismos, enquanto se vende como mudança. 

Eles falam de mudança, mas a agenda é colonial. Racista, machista, ameaçadora dos povos originários e da natureza, entreguista e alinhado ao trumpismo, ameaça à Amazônia, terras raras, pix e soberania nacional. Defendem a austeridade econômica enquanto vendem a ideia tosca do banco da "prosperidade"; e logo depois tem a desfaçatez de negar na reta final os cortes já previstos no plano de governo e anunciados durante a campanha. Mentem! Se dizem contra a corrupção, enquanto vemos todos os escândalos que Flávio está envolvido, e que expõe que seu maior interesse em se eleger é se safar de todas as investigações e livrar familiares e amigos dos esquemas e crimes cometidos, do pai Jair aos "irmaozãos" Vorcaro e Willer Thomaz. E lógico,  aumentar ainda mais seu patrimônio, do clã e dos parças. Des-vi-o-Rios de dinheiro, 5 bilhões em bet, rachadinha-milicinha, dinheiro vivo e lavado.

No segundo turno soubemos de tanta coisa que enojou. Vimos falar cinicamente de segurança, enquanto lembramos que Flávio destinou R$ 200 mil em emendas parlamentares para um projeto do miliciano condenado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. Empregou na Alerj a mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, líder do Escritório do Crime, e ainda teve a cara de pau de homenagear este e outros milicianos na Alerj. Flávio, advogado do policial acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos, mentiu descaradamente em rede nacional sobre o caso diante da mãe, mas sem coragem de olhar em seus olhos.

Isso tudo nos mobilizou no segundo turno, porque dá sim sensação de desespero estar diante de um projeto que falou descaradamente em mudar a constituição e ameaça políticas públicas que conquistamos com muita luta. Sabemos bem que o que temos garantido hoje são conquistas muito recentes na nossa história e que o desmonte, quanto acontece, é rápido. Por isso nos unimos, fomos às ruas, movimentamos as redes, conversamos, denunciamos e atravessamos a tensão rumo à esperança. 

O segundo turno foi sim muito tenso. Mas mesmo com ameaças, ataques, boicotes da Meta, Kassio Nunes no TSE, fogo criminoso ateado em diversas partes do Brasil, intolerância religiosa, chicote, armas e truculências não desistimos. E isso foi o mais bonito de se ver nas últimas semanas, somado à energia da entrega do Presidente Lula, com a postura e a dignidade do grande estadista que é. Diante do avanço da extrema direita no Brasil e no mundo, devemos nos manter alertas para derrotarmos amanhã, e sempre que necessário, aquilo que ameaça a democracia, a justiça social e nossas liberdades. O fantasma ditatorial tem que ser derrotado cada vez que ele vier nos assombrar, e faremos isso com gana, respeito, acolhimento das diferenças, peitando todas as mentiras propagadas. 

Vimos nas ruas lotadas os rostos diversos de tds que compõe o campo progressista brasileiro. Superamos o segundo turno! E neste domingo, é 13 nas urnas, para derrotar o bolsonarismo! 

Brasil soberano, democrático e com avanços na educação, saúde, direitos trabalhistas, segurança, cultura e tudo mais o que merecemos. 



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